

Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora 2007
Trabalhava em uma empresa de grande porte, fazendo um trabalho quase braçal e pouco tempo me restava para atenção a minha filha, até que um gerente dessa empresa me propôs montar um negócio. Pedi demissão e montei uma agencia de eventos, onde fiquei poucos meses. Logo depois minha mãe faleceu e rompi um relacionamento de oito anos e fiquei completamente desestruturada para trabalhar, desempenhando mal minha função, meu sócio quis que eu saísse da empresa. Fiquei desempregada, tentando trabalhar como autônoma por um ano, e mal ganhava para sobreviver, até que um amigo me propôs montar uma lavanderia. Vendi meu carro, penhorei algumas jóias da minha família e zerei a poupança da minha filha e vendi até o carro do meu pai que estava viajando (com a permissão dele) e meti as caras! Nos três primeiros anos tive todos os problemas imaginários, a começar pela sociedade que se desfez logo. Levei muito prejuízo com pequenos golpes de clientes mal intencionados que traziam roupa manchada e rasgada de casa dizendo que tinha sido lavada na lavanderia, ingênua caia em todas e indenizava todo mundo. Além de problemas com funcionários: escolhia mal, contratava mal e não conseguia bons trabalhadores. Minha empresa era pequena, comecei com três funcionários, mas cheguei a contratar 50 funcionários em dois anos! .Chegava à lavanderia as 07hs horas da manhã, para arrumar a loja antes de abrir, e ficava até as 22hs, conferindo estoque de produtos, roupa de clientes e fazendo parte burocrática. Só ia para casa para tomar banho e dormir. Vivia atrapalhada e exausta. Por mais que eu me dedicasse, as coisas não andavam, me sentia literalmente nadando sem chegar a lugar nenhum. Até que resolvi fazer alguns cursos do Sebrae, incluindo entre eles o “Empretec”. Sai de lá com muitas idéias e grandes mudanças. A começar por uma estagiária que contratei para fazer tarefas mais triviais, e passei a trabalhar oito horas por dia como um ser humano normal.
Melhorei a marca dos produtos, coloquei uniformes melhores nos funcionários, faço anualmente um workshop com treinamento e passei a investir em propaganda.Cheguei a fazer ousadas campanhas na época do Apagão “poupe sua energia e use a minha”, com outdoor, busdoor, jornais de bairro, revistas de desconto e muitos panfletos. O resultado foi excelente, dei um “up-grade”. E daí outras surgiram: “Por falta de roupa nova, passei a tinta na velha”; “bichinhos em casa só os domésticos! Livre-se dos ácaros”... Fui a primeira lavanderia a levar máquina de cartão de crédito na casa do cliente. O sucesso chamou atenção e em menos de dois anos mais quatro lavanderias abriram na minha rua... Quase fali! Uma das lavanderias era de uma grande rede e começou a oferecer brindes de natal... Era impossível concorrer, daí ofereci meus serviços como uma cortesia: a cada R$ 150,00 em lavagem, ganhe um mapa astral (nesse período comecei a estudar astrologia). O sucesso foi tamanho que em uma semana eu já tinha mais de trinta mapas para fazer e tive que suspender a promoção, pois não teria como fazer mais mapas. Minha lavanderia completará 10 anos, e tenho atualmente nove funcionários. Todos participam das decisões, desde preço dos serviços, troca de uniformes, aquisição de equipamentos e propaganda, pois mais do que eu eles lidam com o público dia-a-dia e sabem o que é preciso. Tento me deixar disponível para ajudá-los em seus problemas pessoais, pois quanto menos problemas eles tiverem em casa, melhor trabalham, tanto que hoje em dia eles chamam a lavanderia de “grande família’, acolhemos até o problema de ex.funcionários”. Na hora do aperto eles sabem que podem contar comigo, e isso fortaleceu muito a estrutura da loja, graças a isso mantenho a mesma equipe há muitos anos e com sucesso.
Tento aproveitar meu ponto comercial para ajudar: já adotei várias campanhas, por exemplo: na época que o edifício Palace desabou na Barra da Tijuca, montei um posto de coleta de roupas, cheguei a lotar meu carro mais de seis vezes de tantos donativos que consegui. Depois passei a receber latas de leite em pó ou achocolatado para uma associação na Tijuca que usava o recipiente para colocar sopa para distribuir a moradores de rua. Recebi garrafas pet para os catadores de rua, remédios abertos e ainda na validade para instituições de pessoas carentes, comecei a ajudar gatos de rua e consegui lar para mais de dez filhotes com fotos deles na loja, entre outras...
Só depois de superar muitos momentos delicados é que pude perceber que a vida não consiste em apenas encontrar as pessoas certas (sejam elas sócios, funcionários, parceiros de negócios e até mesmo clientes) e sim, me tornar “a” pessoa certa. Eu precisava me capacitar e a acreditar em meus potenciais para que os outros também acreditassem em mim. As oportunidades sempre surgem, mas é improvável que alguma coisa aconteça se você se esconder do mundo e não sair buscando por ela lá fora. A conclusão a que cheguei foi que, cada um tem o livre-arbítrio de decidir se quer passar a vida em branco ou deixar a sua marca em alguma coisa. Mas para isso, é essencial escutar nossos sonhos e anseios, e perceber quando aquela voz interior começa a falar mais alto dentro de você. Quando se percebe esse chamado, tudo flui harmoniosamente e encontra um propósito na sua existência. As coincidências não existem, e a pedra que muitas vezes nos parece um obstáculo, nada mais é do que um degrau para subirmos a um patamar mais elevado. É preciso estar atento e perceber para que lado sopra o vento. Pois o vento sopra para todos, tenho certeza. Mas se você posiciona a vela do seu barco a favor ou contra esse vento, isso é o que vai decidir se você chegará ao seu objetivo ou não.
Por isso, decidi deixar meu testemunho aqui, para mostrar às pessoas que, como eu, estavam perdidas, com seu barco desgovernado no oceano da vida.
De nada adianta ficar batendo com a cabeça na parede, reclamando que a vida é injusta. Não é a vida que é injusta, somos nós que nos grudamos em nossos problemas como carrapatos. Seja qual for o rumo que você queira tomar, lembre-se: você não é o problema e muito menos são os outros que lhe causam um problema. É você que desencadeia o problema com seu comportamento, pensamento, emoções e seu condicionamento. Encare suas situações problemáticas como professores disfarçados. Às vezes é através de uma pessoa rude, um não na sua cara, que você recebe uma mensagem necessária para libertar-se de um padrão de dificuldades. Hoje em dia minha lavanderia funciona muito bem, sem necessitar de minha presença o tempo todo. E graças a isso como empreendedora que sou me lancei a novos projetos, entre eles, me tornar escritora. Em novembro sai meu primeiro livro, mas não pense que foi fácil não. Como na lavanderia enfrentei muitas dificuldades, recebi 40 “nãos” de diferentes editoras, não é piada, tenho todos eles registrados em e-mail, mas não foi isso que me fez desistir. Quando se quer alguma coisa de verdade sempre há uma saída. Como diz o ditado: “quando nos fecham uma porta, Deus nos abre uma janela”, e precisamos estar atentos para perceber onde esta janela se abrirá. Hoje aprendi que não posso julgar quem deve ser um professor que me dará lições importantes, tento apenas vislumbrar a lição contida no comportamento dos outros. Aprenda com as experiências das pessoas, você não precisa passar pela dor para fazer essa grande descoberta. Nós escrevermos a nossa própria história. As pessoas regem seus próprios destinos, e o fazem de maneira mais eficaz quando estão cientes de um ritmo universal. Cabe a nós nos libertamos dessa freqüência e não sermos mais vítimas das circunstâncias.
Trabalhava em uma empresa de grande porte, fazendo um trabalho quase braçal e pouco tempo me restava para atenção a minha filha, até que um gerente dessa empresa me propôs montar um negócio. Pedi demissão e montei uma agencia de eventos, onde fiquei poucos meses. Logo depois minha mãe faleceu e rompi um relacionamento de oito anos e fiquei completamente desestruturada para trabalhar, desempenhando mal minha função, meu sócio quis que eu saísse da empresa. Fiquei desempregada, tentando trabalhar como autônoma por um ano, e mal ganhava para sobreviver, até que um amigo me propôs montar uma lavanderia. Vendi meu carro, penhorei algumas jóias da minha família e zerei a poupança da minha filha e vendi até o carro do meu pai que estava viajando (com a permissão dele) e meti as caras! Nos três primeiros anos tive todos os problemas imaginários, a começar pela sociedade que se desfez logo. Levei muito prejuízo com pequenos golpes de clientes mal intencionados que traziam roupa manchada e rasgada de casa dizendo que tinha sido lavada na lavanderia, ingênua caia em todas e indenizava todo mundo. Além de problemas com funcionários: escolhia mal, contratava mal e não conseguia bons trabalhadores. Minha empresa era pequena, comecei com três funcionários, mas cheguei a contratar 50 funcionários em dois anos! .Chegava à lavanderia as 07hs horas da manhã, para arrumar a loja antes de abrir, e ficava até as 22hs, conferindo estoque de produtos, roupa de clientes e fazendo parte burocrática. Só ia para casa para tomar banho e dormir. Vivia atrapalhada e exausta. Por mais que eu me dedicasse, as coisas não andavam, me sentia literalmente nadando sem chegar a lugar nenhum. Até que resolvi fazer alguns cursos do Sebrae, incluindo entre eles o “Empretec”. Sai de lá com muitas idéias e grandes mudanças. A começar por uma estagiária que contratei para fazer tarefas mais triviais, e passei a trabalhar oito horas por dia como um ser humano normal.
Melhorei a marca dos produtos, coloquei uniformes melhores nos funcionários, faço anualmente um workshop com treinamento e passei a investir em propaganda.Cheguei a fazer ousadas campanhas na época do Apagão “poupe sua energia e use a minha”, com outdoor, busdoor, jornais de bairro, revistas de desconto e muitos panfletos. O resultado foi excelente, dei um “up-grade”. E daí outras surgiram: “Por falta de roupa nova, passei a tinta na velha”; “bichinhos em casa só os domésticos! Livre-se dos ácaros”... Fui a primeira lavanderia a levar máquina de cartão de crédito na casa do cliente. O sucesso chamou atenção e em menos de dois anos mais quatro lavanderias abriram na minha rua... Quase fali! Uma das lavanderias era de uma grande rede e começou a oferecer brindes de natal... Era impossível concorrer, daí ofereci meus serviços como uma cortesia: a cada R$ 150,00 em lavagem, ganhe um mapa astral (nesse período comecei a estudar astrologia). O sucesso foi tamanho que em uma semana eu já tinha mais de trinta mapas para fazer e tive que suspender a promoção, pois não teria como fazer mais mapas. Minha lavanderia completará 10 anos, e tenho atualmente nove funcionários. Todos participam das decisões, desde preço dos serviços, troca de uniformes, aquisição de equipamentos e propaganda, pois mais do que eu eles lidam com o público dia-a-dia e sabem o que é preciso. Tento me deixar disponível para ajudá-los em seus problemas pessoais, pois quanto menos problemas eles tiverem em casa, melhor trabalham, tanto que hoje em dia eles chamam a lavanderia de “grande família’, acolhemos até o problema de ex.funcionários”. Na hora do aperto eles sabem que podem contar comigo, e isso fortaleceu muito a estrutura da loja, graças a isso mantenho a mesma equipe há muitos anos e com sucesso.
Tento aproveitar meu ponto comercial para ajudar: já adotei várias campanhas, por exemplo: na época que o edifício Palace desabou na Barra da Tijuca, montei um posto de coleta de roupas, cheguei a lotar meu carro mais de seis vezes de tantos donativos que consegui. Depois passei a receber latas de leite em pó ou achocolatado para uma associação na Tijuca que usava o recipiente para colocar sopa para distribuir a moradores de rua. Recebi garrafas pet para os catadores de rua, remédios abertos e ainda na validade para instituições de pessoas carentes, comecei a ajudar gatos de rua e consegui lar para mais de dez filhotes com fotos deles na loja, entre outras...
Só depois de superar muitos momentos delicados é que pude perceber que a vida não consiste em apenas encontrar as pessoas certas (sejam elas sócios, funcionários, parceiros de negócios e até mesmo clientes) e sim, me tornar “a” pessoa certa. Eu precisava me capacitar e a acreditar em meus potenciais para que os outros também acreditassem em mim. As oportunidades sempre surgem, mas é improvável que alguma coisa aconteça se você se esconder do mundo e não sair buscando por ela lá fora. A conclusão a que cheguei foi que, cada um tem o livre-arbítrio de decidir se quer passar a vida em branco ou deixar a sua marca em alguma coisa. Mas para isso, é essencial escutar nossos sonhos e anseios, e perceber quando aquela voz interior começa a falar mais alto dentro de você. Quando se percebe esse chamado, tudo flui harmoniosamente e encontra um propósito na sua existência. As coincidências não existem, e a pedra que muitas vezes nos parece um obstáculo, nada mais é do que um degrau para subirmos a um patamar mais elevado. É preciso estar atento e perceber para que lado sopra o vento. Pois o vento sopra para todos, tenho certeza. Mas se você posiciona a vela do seu barco a favor ou contra esse vento, isso é o que vai decidir se você chegará ao seu objetivo ou não.
Por isso, decidi deixar meu testemunho aqui, para mostrar às pessoas que, como eu, estavam perdidas, com seu barco desgovernado no oceano da vida.
De nada adianta ficar batendo com a cabeça na parede, reclamando que a vida é injusta. Não é a vida que é injusta, somos nós que nos grudamos em nossos problemas como carrapatos. Seja qual for o rumo que você queira tomar, lembre-se: você não é o problema e muito menos são os outros que lhe causam um problema. É você que desencadeia o problema com seu comportamento, pensamento, emoções e seu condicionamento. Encare suas situações problemáticas como professores disfarçados. Às vezes é através de uma pessoa rude, um não na sua cara, que você recebe uma mensagem necessária para libertar-se de um padrão de dificuldades. Hoje em dia minha lavanderia funciona muito bem, sem necessitar de minha presença o tempo todo. E graças a isso como empreendedora que sou me lancei a novos projetos, entre eles, me tornar escritora. Em novembro sai meu primeiro livro, mas não pense que foi fácil não. Como na lavanderia enfrentei muitas dificuldades, recebi 40 “nãos” de diferentes editoras, não é piada, tenho todos eles registrados em e-mail, mas não foi isso que me fez desistir. Quando se quer alguma coisa de verdade sempre há uma saída. Como diz o ditado: “quando nos fecham uma porta, Deus nos abre uma janela”, e precisamos estar atentos para perceber onde esta janela se abrirá. Hoje aprendi que não posso julgar quem deve ser um professor que me dará lições importantes, tento apenas vislumbrar a lição contida no comportamento dos outros. Aprenda com as experiências das pessoas, você não precisa passar pela dor para fazer essa grande descoberta. Nós escrevermos a nossa própria história. As pessoas regem seus próprios destinos, e o fazem de maneira mais eficaz quando estão cientes de um ritmo universal. Cabe a nós nos libertamos dessa freqüência e não sermos mais vítimas das circunstâncias.